Você sente que o valor do seu plano de saúde está cada vez mais alto?
Se a resposta for sim, saiba que você não está sozinho. Em 2025, muitos consumidores foram surpreendidos com aumentos abusivos na mensalidade do plano de saúde, especialmente em contratos coletivos por adesão e empresariais. A boa notícia é que há caminhos legais para contestar esse aumento e até reaver o que já foi pago a mais.
O que está acontecendo com os reajustes?
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou um reajuste de 6,91% para os planos individuais em 2025. No entanto, operadoras de planos coletivos e empresariais aplicaram aumentos entre 20% e 47% em muitos contratos.
Isso acontece porque os planos coletivos não têm um limite de reajuste imposto pela ANS. Essa liberdade dada às operadoras permite que elas repassem custos altos para os consumidores, muitas vezes sem qualquer justificativa clara. Como resultado, milhares de famílias estão com o orçamento comprometido ou até cogitando cancelar o plano de saúde.
O que poucos sabem é que esses aumentos podem ser considerados abusivos, e existem decisões judiciais favoráveis que garantem a redução da mensalidade e a devolução de valores pagos indevidamente.
Como saber se o seu plano está com reajuste abusivo?
Você pode estar pagando mais do que deveria se:
- Seu plano subiu mais que 6,91% em 2025;
- A operadora não explicou claramente como calculou o reajuste;
- O contrato contém cláusulas pouco transparentes ou taxas ocultas;
- Você possui um plano coletivo por adesão ou empresarial com poucos beneficiários.
Muitos tribunais já entenderam que planos coletivos devem seguir critérios semelhantes aos planos individuais. E isso tem garantido descontos reais na mensalidade e restituição de valores indevidos.
Quais operadoras costumam aplicar aumentos elevados?
Entre as operadoras com maior número de ações por reajuste abusivo estão Amil, Bradesco Saúde, SulAmérica, Porto Seguro, Unimed, Notredame, Intermédica, Cassi, Allianz e Hapvida.
Se você é beneficiário de alguma dessas empresas, vale revisar sua mensalidade com um especialista.
O que pode ser feito?
A forma mais eficaz de contestar o aumento é por meio de uma ação judicial. Esse processo pode:
- Solicitar a redução da mensalidade do plano nos últimos 10 anos;
- Exigir a devolução dos valores pagos a mais nos últimos 03 anos.
Para isso, é importante reunir documentos como os boletos de pagamento, o contrato do plano e o histórico de reajustes.
Você pode pagar menos e recuperar o que já pagou a mais
O reajuste abusivo nos planos de saúde não precisa ser aceito como algo normal. Existem mecanismos legais para garantir que você pague um valor justo e compatível com o serviço prestado.
Se você percebeu um aumento expressivo em 2025, especialmente acima do percentual da ANS, é hora de agir. Busque orientação de um advogado especializado em direito da saúde e avalie a viabilidade de entrar com uma ação de revisão contratual.
Esse simples passo pode resultar em uma redução significativa na sua mensalidade e até no reembolso de tudo o que foi cobrado indevidamente.
Você não precisa mais pagar caro por um serviço essencial. Revisar o seu plano pode ser o primeiro passo para aliviar o seu orçamento e garantir seus direitos.
E se ficou com alguma dúvida, estamos à disposição para esclarecer ainda mais o tema!


